Haddad abre o jogo sobre o caixa de São Paulo, a privatização da Sabesp e a queda no IDEB em entrevista exclusiva
No podcast Política em Pauta, o candidato aponta redução bilionária nas finanças do estado, propõe auditoria em contratos e critica ausência de Tarcísio em debates.
Publicado em 25 de setembro de 2026, 15:18 — Em São Paulo

Em entrevista exclusiva ao podcast Política em Pauta, do Canal Estado SP, conduzida pela jornalista Juliana S. Salto, o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou um diagnóstico crítico sobre a atual gestão do estado. Durante a sabatina, o candidato abordou a saúde financeira do estado, o recuo nos índices educacionais, segurança pública, o modelo de privatização da Sabesp e o cenário econômico do interior paulista.
Situação Fiscal e Orçamento
Haddad iniciou a entrevista apontando uma redução expressiva nos recursos disponíveis do estado. Segundo o candidato, o caixa livre do governo paulista sofreu uma queda de R$22 bilhões patamar registrado na transição da gestão anterior para aproximadamente R$5 bilhões na administração atual, mesmo após a entrada de recursos provenientes da privatização da Sabesp.
“"É necessária uma revisão criteriosa e auditoria em todos os contratos com fornecedores nos primeiros meses de um eventual governo para entender o destino desses recursos." — Fernando Haddad.”
Queda no IDEB e Propostas para a Educação
No campo da educação, o candidato lamentou o desempenho do estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, destacando que São Paulo recuou para a 10ª posição no ranking do ensino médio.
Para reverter o quadro, Haddad defendeu a transição do modelo pedagógico da rede estadual para o padrão adotado pelos Institutos Federais e pelas Escolas Técnicas Estaduais. Ele também enfatizou a necessidade de valorização da carreira docente por meio da realização de concursos públicos, visando reduzir o contingente de professores temporários da chamada Categoria O.
Modelo de Privatização da Sabesp
Sobre a privatização da Sabesp, o pré-candidato afirmou que o modelo adotado não se traduziu em melhorias operacionais para a população. Haddad apontou um crescimento expressivo no volume de queixas formais de usuários no Procon em decorrência de falhas no abastecimento e no atendimento após a transição para o controle privado.
Desenvolvimento Regional e o "Tarifaço"
Questionado sobre os impactos das políticas protecionistas dos Estados Unidos na economia do interior paulista, especificamente no polo industrial de Piracicaba, Haddad apontou que a consolidação da Reforma Tributária e o fortalecimento do agronegócio são as principais ferramentas para blindar o setor produtivo local e atrair novos investimentos industriais.
Críticas à Ausência em Debates
Ao analisar o cenário eleitoral e as pesquisas recentes, o candidato criticou a postura do atual governador, Tarcísio de Freitas. Para Haddad, a ausência do governador em debates e sabatinas públicas prejudica o processo democrático e a prestação de contas direta com a população paulista.




