Cismetro revela destino dos R$ 19 milhões furtados
Valores acumulados desde 2014 seriam usados em infraestrutura e tecnologia
Publicado em 9 de setembro de 2026, 11:06 — Em Campinas

O Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas (Cismetro) divulgou nesta terça-feira (8) que os recursos furtados de suas contas bancárias por meio de ataques cibernéticos seriam destinados a reserva estratégica, investimentos em estrutura física, administrativa e ao desenvolvimento de soluções informatizadas para aprimoramento de processos internos.
Os ataques ocorreram em 22 de julho de 2026 e resultaram na subtração de R$ 19.148.797,18 das contas da entidade. Os valores haviam sido acumulados ao longo dos anos de atividade do consórcio, fundado em 2014, e não tinham origem em repasses públicos emergenciais, mas em arrecadação institucional acumulada.
Após contestação formal junto à Caixa Econômica Federal, parte dos valores foi recuperada. Segundo o Cismetro, R$ 7.178.497,62 retornaram às contas da entidade após o bloqueio das transações contestadas. O prejuízo líquido, portanto, está estimado em R$ 11.970.299,56.
O boletim de ocorrência registrado aponta o montante de R$ 22.098.097,12, valor superior ao do prejuízo declarado. O próprio consórcio esclareceu que essa diferença se deve ao fato de o boletim contabilizar o total das movimentações financeiras realizadas na data do golpe, incluindo pagamentos regulares e os desvios criminosos juntos.
O caso foi registrado como furto na Delegacia de Polícia de Holambra, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. As transferências não foram autorizadas pelo Cismetro. Dois computadores utilizados nas movimentações financeiras foram apreendidos para realização de perícia técnica, e diligências seguem em andamento para identificar os responsáveis.
O Cismetro garantiu que nenhum serviço de saúde ou compromisso financeiro foi ou será prejudicado em razão do episódio.




