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Caiado acusa governo de perder espaço para facções

Ex governador critica avanço do crime organizado e gestão federal.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 28 de agosto de 2026, 12:14 — Em São Paulo

2 min de leitura
Caiado acusa governo de perder espaço para facções
Caiado acusa governo de perder espaço para facções

A segurança pública voltou a ocupar posição central no discurso de Ronaldo Caiado (PSD) na corrida pelo Palácio do Planalto. Durante sabatina ao programa TMC 360, nesta quinta-feira (27), o candidato à Presidência acusou o Partido dos Trabalhadores de ter permitido que organizações criminosas ampliassem sua influência sobre diferentes regiões do país.

</b>Em uma das declarações mais contundentes da entrevista, Caiado afirmou que o PT teria “entregado” a soberania brasileira ao Comando Vermelho e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o candidato, as duas maiores facções criminosas do país teriam alcançado um nível de poder superior ao do próprio Estado em determinadas áreas.</u></i>

A soberania brasileira o PT já entregou para o PCC e para o Comando Vermelho. Hoje eles mandam mais no Brasil do que o Estado brasileiro, declarou.A afirmação ocorreu durante uma discussão sobre segurança pública, tema que Caiado pretende transformar em uma das principais bandeiras de sua campanha. O candidato defendeu uma atuação mais integrada entre União, estados e forças de segurança para combater o avanço do crime organizado.

</b>Ao justificar sua avaliação, Caiado mencionou uma visita que fez ao Complexo da Penha e ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Na avaliação do presidenciável, moradores dessas regiões estariam submetidos às regras impostas pelas organizações criminosas, enquanto a presença do poder público seria insuficiente.

Caiado também apresentou sua experiência à frente do governo de Goiás como argumento para sustentar a proposta de endurecimento das políticas de segurança. Ele afirmou que, durante seus dois mandatos no estado, conseguiu reduzir os índices de violência, especialmente entre os jovens.

A declaração coloca novamente a criminalidade organizada no centro da disputa eleitoral de 2026. Ao associar diretamente o PT à expansão das facções, Caiado transforma a segurança pública em instrumento de crítica ao atual campo governista e, ao mesmo tempo, tenta apresentar sua própria trajetória administrativa como alternativa.</b>

A fala, entretanto, também abre espaço para uma discussão que vai além da disputa entre candidatos. O avanço territorial e financeiro de organizações criminosas é um problema complexo, que envolve policiamento, sistema prisional, fronteiras, lavagem de dinheiro, tráfico de armas, inteligência e capacidade de articulação entre diferentes níveis de governo.</u>

Nesse cenário, uma questão precisa permanecer no centro do debate eleitoral: quais políticas concretas os candidatos pretendem adotar para recuperar áreas onde o Estado perdeu capacidade de atuação e como pretendem medir os resultados dessas ações?

Mais do que acusações entre adversários, a população precisa conhecer propostas, metas, custos e mecanismos de fiscalização. O combate ao crime organizado exige firmeza, mas também planejamento e coordenação institucional. Afinal, recuperar a presença do Estado não significa apenas ocupar territórios, mas garantir que os cidadãos tenham segurança, serviços públicos e direitos assegurados de forma permanente.</i></b>

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