BAIXADA SANTISTA

Baleia jubarte morre encalhada em Praia Grande

Biólogo alerta para riscos de saúde e atração de tubarões

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 2 de agosto de 2026, 11:25 — Em Baixada Santista

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Baleia jubarte morre encalhada em Praia Grande
Baleia jubarte morre encalhada em Praia Grande

Uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) foi encontrada morta na faixa de areia de Praia Grande, no litoral paulista, na manhã deste sábado (1º). A carcaça foi isolada, analisada e posteriormente removida por equipes da prefeitura municipal e do Instituto Biopesca.

Assim que o encalhe foi registrado, a administração municipal acionou o Instituto Biopesca e a Secretaria de Serviços Urbanos. Uma equipe do instituto se deslocou ao local, delimitou a área ao redor do animal e realizou a necropsia da baleia para identificar a causa da morte. Após os procedimentos técnicos, a carcaça foi retirada da praia.

Antes da chegada dos profissionais, banhistas se aproximaram da carcaça. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram pessoas em contato próximo com o animal. O biólogo Eric Comin alertou que esse comportamento representa risco real à saúde pública, à segurança física e ao meio ambiente.

Segundo o especialista, animais mortos carregam bactérias, vírus e fungos com alto potencial de contágio para seres humanos. O odor intenso emitido pela carcaça indica liberação de gases tóxicos, capazes de provocar náuseas, tonturas e dores de cabeça. Há ainda o risco de o corpo do animal se romper pelo acúmulo interno desses gases, expondo quem estiver nas proximidades.

Comin também apontou o perigo de atração de predadores. A gordura e os fluidos corporais em decomposição contaminam a água ao redor da carcaça, e o odor do sangue e da carne pode atrair tubarões para águas rasas, além de animais carniceiros para a areia. Banhistas que entram na água próximo ao local passam a representar uma isca potencial para esses predadores.

Por fim, o biólogo destacou o risco de esmagamento: as ondas podem deslocar partes pesadas do corpo do animal de forma imprevisível, representando perigo direto para quem permanecer muito perto. A orientação técnica é de que a população mantenha distância segura e acione imediatamente os órgãos competentes ao identificar qualquer animal marinho morto ou vivo encalhado na costa.

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