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ALESP terá 12 deputados ligados às forças de segurança após eleições em São Paulo

Número de parlamentares com trajetória policial ou militar cresce 71% e inclui delegados, capitães, coronel, tenente e sargento na próxima legislatura.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 9 de outubro de 2026, 12:14 — Em São Paulo

2 min de leitura
ALESP terá 12 deputados ligados às forças de segurança após eleições em São Paulo
ALESP terá 12 deputados ligados às forças de segurança após eleições em São PauloFoto: Divulgação/ALESP

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo terá mais deputados estaduais com trajetória profissional ligada às forças de segurança a partir de 2027. Após as eleições de domingo, dia 04, o número de parlamentares com esse perfil passou de sete para 12, um aumento de 71% entre os 94 deputados eleitos para a próxima legislatura.

Do total, oito parlamentares eleitos utilizaram patentes militares ou títulos policiais nos nomes de urna registrados no Tribunal Superior Eleitoral. A lista reúne um coronel, um tenente, um sargento, dois capitães e três delegados.

Pelo Partido Liberal (PL), foram eleitos Capitão Mosart, Coronel Paganotto, Delegada Graciela e Tenente Coimbra. Já o Progressistas (PP) terá Delegado Mesquita, Delegado Olim, Sargento Castro e Telhadinha, nome de urna utilizado por Capitão Telhada.

A composição também inclui outros quatro deputados com experiência profissional nas polícias Militar, Civil ou Federal, mas que não utilizaram patentes ou títulos relacionados à segurança em seus nomes de urna.

Quem são os deputados eleitos com trajetória policial ou militar?

Entre os oito parlamentares que utilizaram patentes ou títulos ligados à carreira nos nomes de urna, dois têm trajetória no Exército Brasileiro.

Capitão Mosart (PL) foi eleito pela primeira vez para a Assembleia paulista. Já Tenente Coimbra (PL) conquistou a reeleição, garantindo seu segundo mandato.

Na Polícia Civil de São Paulo, as trajetórias de Delegada Graciela (PL), Delegado Mesquita (PP) e Delegado Olim (PP) antecederam a atuação parlamentar. Olim também passou por departamentos especializados da corporação, entre eles o Departamento Estadual de Investigações Criminais e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Na Polícia Militar, Coronel Paganotto (PL) e Capitão Telhada (PP) têm passagem pela Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, unidade conhecida pela atuação em operações de segurança pública. Sargento Castro (PP), por sua vez, passou por unidades como a Força Tática.

Outros quatro deputados têm passagem pelas polícias

Além dos oito nomes que utilizaram patentes ou títulos policiais nos registros eleitorais, outros quatro deputados eleitos também têm histórico profissional ligado à segurança pública.

A relação inclui Conte Lopes (PL), que atuou na Polícia Militar e na Rota; Danilo Balas (PL), que trabalhou na Polícia Militar antes de ingressar na Polícia Federal; Danilo Campetti (Republicanos), com passagem pelas polícias Civil e Federal; e Leandro Basson (Podemos), que construiu carreira na Polícia Civil.

Com esses quatro nomes, o levantamento chega a 12 deputados estaduais com trajetória ligada às forças de segurança na composição eleita para a próxima legislatura da ALESP.

O grupo reúne experiências profissionais distintas, que vão da investigação policial à atuação em unidades operacionais da Polícia Militar e à carreira militar no Exército. A presença desse perfil no Legislativo paulista será maior no mandato que começa em 2027, em comparação com a composição anterior.

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