TSE cria força-tarefa contra fake news e IA nas eleições
Novo conselho consultivo acompanhará estratégias para proteger a integridade do pleito de 2026.
Publicado em 11 de agosto de 2026, 09:45 — Em São Paulo

Com o avanço das tecnologias digitais e os desafios impostos pela disseminação de conteúdos falsos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a criação do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional, que atuará durante as eleições de 2026. A iniciativa busca fortalecer o enfrentamento à desinformação e monitorar o uso indevido de ferramentas de inteligência artificial no ambiente digital e nas campanhas eleitorais.
O novo colegiado terá caráter consultivo e prestará assessoramento direto ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A proposta é oferecer suporte técnico para a formulação de estratégias e decisões voltadas à preservação da integridade do processo eleitoral diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.
O conselho será composto por especialistas de áreas consideradas estratégicas, entre elas tecnologia, inteligência artificial, segurança pública, comunicação social e combate à criminalidade organizada. Os integrantes ainda serão escolhidos pela Justiça Eleitoral, e a participação será voluntária, sem remuneração.
Além de acompanhar a circulação de desinformação durante o período eleitoral, o grupo terá como atribuição incentivar ações de educação digital voltadas ao eleitorado, desenvolver medidas preventivas e sugerir cooperação entre a Justiça Eleitoral, universidades, empresas de tecnologia e organizações da sociedade civil.
Para assegurar um acompanhamento permanente ao longo do calendário eleitoral, o colegiado realizará reuniões periódicas, com encontros previstos, no mínimo, uma vez por mês até dezembro de 2026.
A criação do conselho ocorre em um momento em que o uso de inteligência artificial e a velocidade de propagação de informações nas redes sociais ampliam os desafios para a proteção da confiança pública nas eleições. Ao mesmo tempo, a iniciativa reacende discussões sobre como equilibrar o combate à desinformação com a preservação da liberdade de expressão e do debate democrático.
Mais do que uma medida administrativa, a criação do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional abre espaço para um debate que interessa a toda a sociedade: quais mecanismos são mais eficazes para proteger a integridade das eleições sem comprometer direitos fundamentais? A resposta dependerá não apenas da atuação das instituições, mas também da participação crítica, responsável e consciente de cidadãos, plataformas digitais e demais atores envolvidos na construção de um ambiente informacional mais confiável.



