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BAIXADA SANTISTA

Tartaruga-de-couro é encontrada morta em praia

Maior espécie de tartaruga marinha foi achada em Ilha Comprida

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 2 de outubro de 2026, 13:11 — Em Baixada Santista

2 min de leitura
Tartaruga-de-couro é encontrada morta em praia
Tartaruga-de-couro é encontrada morta em praiaFoto: Reprodução

Uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), considerada a maior espécie de tartaruga marinha do mundo, foi encontrada morta na praia de Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. O corpo do animal foi retirado da faixa de areia por equipe do Instituto de Pesquisas Cananéia (IpeC) na última quinta-feira, dia 1º de outubro. A necropsia do animal já foi realizada e um laudo técnico deve ser disponibilizado em breve, detalhando as causas da morte.

O biólogo marinho Eric Comin, que acompanha o caso, destacou que a tartaruga-de-couro pode atingir mais de 2 metros de comprimento e pesar até 900 quilos. A espécie é caracterizada por sua pele resistente, que se assemelha ao couro, ao contrário de outras tartarugas que possuem carapaças rígidas. Essa estrutura única é sustentada por pequenas placas ósseas, o que a torna distinta no reino animal.

As tartarugas-de-couro são conhecidas por suas longas migrações, cruzando vastas distâncias nos oceanos entre suas áreas de alimentação e desova. Atualmente, a espécie está classificada como Vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que enfrenta riscos significativos de extinção.

As principais ameaças à tartaruga-de-couro incluem a poluição por plásticos, que pode levar ao sufocamento, e a pesca incidental, que resulta em capturas acidentais em redes de pesca. Além disso, a destruição do habitat devido à urbanização e à iluminação artificial nas áreas de desova também tem impactado negativamente a sobrevivência dos filhotes.

A localização de uma tartaruga dessa magnitude em uma praia da Baixada Santista levanta preocupações sobre a saúde do ecossistema marinho da região. A presença de resíduos plásticos e a atividade pesqueira intensiva são fatores que precisam ser monitorados e geridos para proteger as espécies ameaçadas. O IpeC e outros órgãos ambientais estão atentos à situação e devem intensificar as ações de conservação na área.

Os próximos passos incluem a análise detalhada do laudo de necropsia e a continuidade das atividades de educação e conscientização sobre a importância da conservação das tartarugas marinhas. É fundamental que a população colabore na proteção desses animais e de seus habitats naturais, contribuindo para a preservação da biodiversidade marinha na região.

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