CAMPINAS

Suspeito de cárcere privado é solto em Campinas

Homem foi preso após manter ex-companheira em cativeiro por quatro dias

Fabricio dos Santos
Fabricio dos Santos

Publicado em 13 de agosto de 2026, 11:45 — Em Campinas

1 min de leitura
Suspeito de cárcere privado é solto em Campinas
Suspeito de cárcere privado é solto em Campinas

Valter Santana, de 46 anos, preso por manter a ex-companheira em cárcere privado, agredi-la e estuprá-la por quatro dias em Campinas, foi solto nesta quarta-feira (12) após passar por audiência de custódia. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

O crime ocorreu no Jardim Novo Campos Elíseos. Conforme apurado pela Guarda Municipal de Campinas, o suspeito não aceitava o término do relacionamento. Na sexta-feira (7), ele arrastou a mulher pelos cabelos até sua residência, onde a manteve em cativeiro pelos quatro dias seguintes.

Durante o período em que esteve presa, a vítima foi agredida fisicamente, abusada sexualmente e obrigada a ingerir medicamentos cujo tipo ela não conseguiu identificar. A substância a deixou desorientada, sem sequer saber que dia era.

A mulher conseguiu escapar ao fingir que havia tomado os remédios oferecidos pelo agressor. Quando ele saiu para trabalhar, ela aproveitou a oportunidade, pegou um ônibus e foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São José. Os funcionários da unidade perceberam a gravidade do caso e acionaram a Guarda Municipal.

O supervisor da GM, Tadeu de Paula Pajola, descreveu o estado em que a vítima chegou à unidade de saúde. Segundo ele, a mulher apresentava os dois olhos machucados, partes do cabelo arrancadas, além de fortes dores no pescoço e no corpo. O suspeito foi localizado e preso no local de trabalho na terça-feira (11).

Após a audiência de custódia, o TJSP determinou medidas cautelares a Valter Santana: ele está proibido de se ausentar da Comarca por mais de sete dias sem autorização judicial, deve comparecer a todos os atos processuais e precisa manter seu endereço atualizado perante a Justiça. A defesa do suspeito não havia se manifestado até o fechamento da apuração.

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