Prevenção contra a leishmaniose é reforçada nesta semana
Município já registrou 567 cães positivos para a doença.
Publicado em 11 de agosto de 2026, 15:28 — Em São Pedro
A Secretaria Municipal de Saúde e Desenvolvimento Social de São Pedro, por meio do Setor de Controle de Endemias, intensifica até sábado (15) as ações de prevenção e controle da leishmaniose visceral no município.
A mobilização faz parte da Semana Estadual de Prevenção e Controle da Leishmaniose Visceral, promovida pelo Governo do Estado de São Paulo entre os dias 10 e 15 de agosto. Durante o período, serão reforçadas as visitas domiciliares, orientações aos moradores e a distribuição de materiais educativos.
São Pedro é classificado como município com transmissão canina da doença. O primeiro caso positivo em cães foi registrado em 2007 e, desde então, 567 animais já foram diagnosticados com leishmaniose visceral.
Apesar dos registros em cães, até o momento não há casos da doença confirmados em seres humanos no município.
Os bairros que concentram o maior número de casos caninos são Mariluz, Botânico, Nova Estância, Dorothea, Santa Mônica, São Dimas, Horto Florestal, Jardim Itaquerê e Nova São Pedro II.
Transmissão
A leishmaniose visceral é causada por um parasita transmitido pela picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis), que apresenta maior atividade no final da tarde e durante a noite.
O mosquito pode adquirir o parasita ao picar um cão infectado e, posteriormente, transmiti-lo para outros animais ou seres humanos.
Em pessoas, os principais sintomas incluem febre prolongada, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do fígado e do baço.
Nos cães, podem ocorrer emagrecimento, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, feridas, fraqueza e descamação da pele. Animais infectados também podem não apresentar sintomas.
Prevenção
Entre as principais orientações estão manter quintais, jardins e terrenos limpos, retirar folhas secas, frutos caídos, fezes de animais e restos de madeira, além de manter a grama aparada e realizar corretamente o descarte do lixo.
A recomendação também inclui evitar que cães circulem soltos, utilizar coleiras repelentes específicas contra a leishmaniose, instalar telas em portas e janelas e evitar passeios com os animais no fim da tarde e durante a noite.
Nesta quarta-feira (12), servidores municipais também participarão do VI Fórum de Leishmanioses do Estado de São Paulo, realizado de forma virtual, com foco na atualização dos profissionais responsáveis pela vigilância e pelo controle da doença.
A Secretaria de Saúde reforça que os cuidados com o ambiente e com os animais são fundamentais para reduzir a presença do mosquito transmissor e manter o município sem registros de leishmaniose visceral em humanos.



