Tudo é Engenharia — Você confia sem perceber
Política · Canal Baixada Santista

Prefeito de Santos veta projeto sobre trabalho de presos

Proposta restringia atuação em órgãos públicos municipais

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 22 de outubro de 2026, 11:59 — Em Baixada Santista

2 min de leitura
Prefeito de Santos veta projeto sobre trabalho de presos
Prefeito de Santos veta projeto sobre trabalho de presosFoto: Francisco Arrais/Prefeitura de Santos

A Prefeitura de Santos, localizada no litoral de São Paulo, decidiu vetar um projeto de lei que visava restringir o trabalho de detentos dos regimes aberto e semiaberto em órgãos públicos municipais. A proposta, de autoria do vereador Rui de Rosis Jr. (PL), estipulava um limite de 50 participantes, além de proibir a atuação em escolas e a participação de condenados por crimes hediondos.

O prefeito Rogério Santos (Republicanos) justificou o veto ao afirmar que as normas poderiam gerar conflitos com legislações federal e estadual relacionadas à execução penal. Segundo ele, as regras que regem o trabalho externo de detentos são estabelecidas pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e pela Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap), ambas do estado de São Paulo.

Rogério Santos acrescentou que a aprovação do projeto poderia comprometer convênios já firmados pela Prefeitura e trazer consequências operacionais e financeiras, uma vez que não houve uma análise prévia ou previsão orçamentária para a implementação das novas regras. A administração municipal, por meio de parcerias com a Funap e o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São Vicente, já conta com cerca de 200 detentos trabalhando em diversas atividades desde 2022, com quase 2 mil participações registradas até o momento.

O projeto vetado previa que os detentos pudessem realizar atividades como limpeza e manutenção de espaços públicos e serviços de zeladoria, mas impunha restrições quanto ao acesso a locais como escolas, unidades de saúde e equipamentos de assistência social, especialmente onde há circulação de crianças.

Além disso, a proposta impunha restrições quanto à participação de condenados por crimes hediondos, crimes contra a vida ou dignidade sexual, assim como detentos que não residissem em Santos. Também era prevista a realização de uma avaliação psicológica para os participantes, com o objetivo de garantir a segurança nas atividades.

Com o veto, a Prefeitura de Santos reafirma seu compromisso em seguir as diretrizes estabelecidas pelos órgãos estaduais e em manter a atuação dos detentos em conformidade com a legislação vigente, sem comprometer a segurança da população.

A decisão do prefeito ainda poderá ser discutida na Câmara Municipal, onde os vereadores poderão analisar as implicações do veto e eventuais novas propostas relacionadas ao trabalho de detentos na cidade.

Gostou? Compartilhe:

Leia também