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Polícia Civil de São Paulo prende três suspeitos por esquema de apostas ilegais que pode ter afetado 10 milhões de pessoas

Operação identificou mais de 38,5 milhões de transações financeiras e movimentação superior a R$14 milhões em seis meses. Justiça autorizou bloqueio de até R$154 milhões.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 13 de outubro de 2026, 10:45 — Em São Paulo

2 min de leitura
Polícia Civil de São Paulo prende três suspeitos por esquema de apostas ilegais que pode ter afetado 10 milhões de pessoas
Polícia Civil de São Paulo prende três suspeitos por esquema de apostas ilegais que pode ter afetado 10 milhões de pessoasFoto: Governo de São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos hoje, terça-feira dia 13, durante a Operação Disque 151, deflagrada para desarticular uma organização criminosa suspeita de explorar plataformas clandestinas de apostas e jogos online fraudulentos. Segundo as investigações, o esquema pode ter prejudicado cerca de 10 milhões de pessoas.

A ação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na capital paulista e em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. A operação também busca atingir a estrutura financeira do grupo, com autorização judicial para bloquear bens e valores de até R$154 milhões.

Investigação identificou milhões de operações financeiras

As apurações tiveram início em 2024 e envolveram a análise de dados bancários, fiscais e telemáticos. Segundo a Polícia Civil, foram identificadas mais de 38,5 milhões de operações financeiras relacionadas aos investigados. Em apenas seis meses, o grupo teria movimentado mais de R$14 milhões.

De acordo com o delegado Fernando David de Melo Gonçalves, titular da 3ª Delegacia da Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, do Deic, os investigadores identificaram contas utilizadas para concentrar e redistribuir os valores provenientes das apostas.

Segundo o delegado, duas contas bancárias eram utilizadas para receber e redistribuir os recursos, dificultando a identificação dos responsáveis pelas movimentações financeiras.

A investigação aponta que os titulares dessas contas não eram claramente identificados e que os valores eram transferidos e distribuídos entre diferentes beneficiários, incluindo pessoas que seriam sócias ocultas das plataformas investigadas. O mecanismo dificultava o rastreamento da origem e do destino do dinheiro.

Justiça autorizou bloqueio de até R$154 milhões

Além das prisões e das buscas, a operação tem como objetivo enfraquecer financeiramente a organização investigada. Para isso, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$154 milhões.

A medida busca atingir recursos possivelmente relacionados às atividades ilícitas investigadas. O valor autorizado para bloqueio não significa que essa quantia tenha sido efetivamente apreendida ou recuperada.

As investigações também contam com a participação do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos, do Ministério Público de São Paulo.

Reclamações ao Procon-SP contribuíram para a investigação

O nome da operação faz referência ao Disque 151, canal de atendimento do Procon-SP. O órgão identificou um aumento nas reclamações envolvendo plataformas de apostas online, principalmente por problemas relacionados ao não pagamento de prêmios.

As denúncias ajudaram a identificar padrões suspeitos de atuação e contribuíram para o avanço das apurações policiais.

As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e eventuais novos integrantes da organização criminosa.

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