PF investiga incêndio na UFPE após terceiro episódio em uma semana
Incêndio ocorreu após ato estudantil contra Flávio Bolsonaro; PF investiga causas e possível relação entre episódios na universidade.
Publicado em 8 de outubro de 2026, 09:57 — Em São Paulo

A Polícia Federal vai investigar as causas do incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife, na quarta-feira (7/10).
O fogo ocorreu um dia após um ato estudantil contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e em apoio ao presidente Lula (PT). Estudantes também relataram ameaças contra setores da universidade. Não há confirmação de ligação entre os episódios.
Peritos federais fizeram exames no local. A PF contatou o reitor, Alfredo Macedo Gomes, e o comandante do Corpo de Bombeiros. O inquérito buscará esclarecer “todas as circunstâncias e causas prováveis” do incêndio.
As chamas atingiram o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), hoje ocupado pelo Núcleo de Inovação e Empreendedorismo (Nide). A UFPE relatou grandes danos e avaliará os prejuízos estruturais e os impactos sobre equipamentos, materiais e pesquisas.
Terceiro episódio em uma semana
Foi o terceiro incêndio na universidade em uma semana. A sequência preocupa a comunidade acadêmica e exige esclarecer se os episódios têm ligação ou foram ocorrências independentes.
Ainda não há conclusão oficial sobre a origem do fogo. Qualquer hipótese, inclusive motivação política, depende de confirmação pelas autoridades.
Entre a investigação e a prevenção
O inquérito será essencial para esclarecer os fatos sem transformar suspeitas em conclusões. A repetição dos incêndios também levanta dúvidas sobre a segurança das instalações.
As estruturas são seguras? Há prevenção suficiente? Que medidas devem ser adotadas para proteger estudantes, professores, servidores e o patrimônio público?
Essas questões vão além de um incêndio e envolvem a proteção dos espaços de educação, pesquisa e produção de conhecimento.
Enquanto a perícia busca descobrir como o fogo começou, cabe também às autoridades e à própria universidade discutir o que pode ser feito para impedir que novos episódios ocorram. Esclarecer as causas é indispensável; transformar as respostas em prevenção será igualmente importante.




