Mulher confessa ter matado companheiro em Franca
Ela alega ter agido em legítima defesa.
Publicado em 21 de outubro de 2026, 12:32 — Em Ribeirão Preto

Michely Tamires de Paula Almeida, suspeita de matar seu companheiro Túlio Fernando dos Santos, se apresentou à Polícia Civil de Franca, São Paulo, nesta terça-feira (20) e confessou o ato, segundo informações do delegado Márcio Murari. A mulher relatou que agiu em legítima defesa durante uma agressão do parceiro, utilizando uma faca que causou um golpe no pescoço dele. O advogado de Michely, Thales Balbino, afirmou que ela foi vítima de um relacionamento abusivo e que o ato foi um desespero em um momento crítico.
O casal reatou há três meses, apesar de já ter um histórico conturbado, incluindo uma medida protetiva que Michely havia obtido contra Túlio. As agressões e ameaças foram registradas em boletins de ocorrência, e Túlio chegou a ser preso por descumprir a decisão judicial. A relação, marcada por desavenças, envolvia o uso de drogas e álcool por parte do homem.
Túlio foi encontrado morto na noite de domingo (18), na garagem da residência onde morava com Michely, no Jardim Aeroporto III. Ele apresentava ferimentos na nuca e uma faca com vestígios de sangue foi localizada nas proximidades do local do crime. Inicialmente, Michely não foi encontrada no dia do incidente, mas compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos.
Após o depoimento, a mulher foi liberada devido a regras que restringem prisões a casos de flagrante ou condenações em segunda instância durante o período eleitoral. Michely declarou à imprensa que em nenhum momento teve a intenção de matar Túlio, enfatizando a situação de defesa em que se encontrava.
As investigações continuam e a polícia pretende reunir mais provas para esclarecer todos os detalhes do caso. O andamento do processo judicial será acompanhado de perto, com o intuito de garantir que a verdade prevaleça e que as circunstâncias do crime sejam devidamente analisadas.
A situação levanta questões importantes sobre a violência doméstica e a complexidade das relações abusivas, evidenciando a necessidade de atenção e apoio a vítimas em circunstâncias semelhantes.




