MP se opõe a liberdade de motorista culpado
Caso envolve atropelamento de estudante em Ribeirão Preto
Publicado em 24 de setembro de 2026, 10:26 — Em Ribeirão Preto

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se posicionou contra a progressão de regime do motorista que, em fevereiro de 2022, atropelou e causou a morte de um estudante de 17 anos em Ribeirão Preto. A manifestação foi protocolada no processo judicial que tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri da cidade, onde o réu cumpre pena em regime fechado. A ação do MP reflete a preocupação com a gravidade do crime e busca garantir que a justiça seja feita de maneira adequada, considerando o impacto trágico do ocorrido na vida da família da vítima.
O atropelamento aconteceu quando o estudante estava atravessando a rua e foi atingido em alta velocidade pelo veículo dirigido pelo motorista. A defesa do réu, por sua vez, argumenta que ele já teria direito à liberdade condicional, uma vez que teria cumprido parte da pena e cumprido os requisitos para a progressão de regime. Esse ponto gerou controvérsia, uma vez que o MP considera que a gravidade do crime e as circunstâncias que cercaram o caso devem ser levadas em consideração neste tipo de decisão.
A promotoria enfatizou que o motorista não demonstrou arrependimento ou responsabilidade pelo ato, o que reforça os argumentos contra a concessão de liberdade. A audiência para a análise deste pedido ainda não possui data definida, mas o caso continua em destaque no noticiário local, uma vez que levanta questões importantes sobre a justiça e a proteção das vítimas em crimes de trânsito.
Diante do cenário, a sociedade local aguarda uma decisão que leve em conta não apenas os direitos do réu, mas também a dor e o sofrimento causados à família do estudante. Enquanto isso, o debate sobre a responsabilidade e as consequências de infrações de trânsito segue em pauta, visando maior conscientização e segurança nas vias.
O caso ressalta a importância de um sistema judicial que considere tanto a reabilitação dos infratores quanto a proteção das vítimas, a fim de evitar que tragédias como essa se repitam. O próximo passo é a análise judicial do pedido de progressão, que deverá ocorrer em breve, e que será acompanhada de perto pela comunidade e pelas autoridades locais.




