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Milei celebra Flávio e mira parceria com Brasil

Presidente argentino comemora resultado e projeta aproximação entre os dois países.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 5 de outubro de 2026, 10:59 — Em São Paulo

2 min de leitura
Milei celebra Flávio e mira parceria com Brasil
Milei celebra Flávio e mira parceria com Brasil

A disputa presidencial brasileira ganhou um novo componente no cenário internacional após o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrar publicamente o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições. Em uma publicação no X, neste domingo (4), o argentino classificou o resultado como uma “eleição histórica” e afirmou que “a liberdade avança no Brasil”.

Milei, que já havia declarado apoio ao candidato do PL durante a campanha, chamou Flávio de “querido amigo” e fez uma referência direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem classificou como “comunista”. Na mesma mensagem, afirmou esperar que uma eventual aproximação entre os dois governos amplie a cooperação entre Brasil e Argentina.

A manifestação ocorre justamente quando a eleição brasileira entra em uma nova etapa. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula e os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro. O resultado contrariou parte das expectativas construídas durante a campanha e colocou o candidato do PL no centro das atenções também fora do país.</i>

Além do discurso político, Milei destacou interesses concretos na relação bilateral. O presidente argentino afirmou enxergar oportunidades para aprofundar os vínculos comerciais, culturais e políticos entre as duas maiores economias do Mercosul. A declaração coloca as relações entre Brasília e Buenos Aires novamente no debate eleitoral, especialmente diante do histórico recente de divergências entre Milei e o governo Lula.

O apoio argentino, entretanto, também levanta uma questão sobre os limites e os efeitos da participação de líderes estrangeiros em eleições nacionais. A manifestação de Milei é pública e politicamente alinhada à candidatura de Flávio, mas a decisão sobre os rumos do Brasil permanece nas mãos do eleitorado brasileiro.

A nova etapa da campanha, portanto, não será disputada apenas em torno de nomes e alianças internas. Relações comerciais, posicionamentos ideológicos, política externa e a própria relação do Brasil com seus vizinhos também poderão ganhar espaço no debate.

Mais do que celebrar ou rejeitar a manifestação de um presidente estrangeiro, o episódio convida a uma reflexão: até que ponto alianças internacionais devem influenciar uma escolha presidencial e quais interesses brasileiros precisam estar no centro dessa discussão? No segundo turno, caberá aos eleitores avaliar não apenas as propostas para o país, mas também os caminhos que cada candidatura pretende construir na relação do Brasil com o mundo.</b>

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