Lula muda estratégia e mira debates no 2º turno
Presidente aposta no confronto direto com Flávio Bolsonaro e admite que, agora, a televisão terá papel central na disputa.
Publicado em 6 de outubro de 2026, 11:16 — Em São Paulo

Depois de passar todo o primeiro turno longe dos debates entre os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu mudar a estratégia para a reta final das eleições. O presidente pretende participar dos encontros previstos para o segundo turno, começando pelo debate marcado para domingo (11.out.2026).
A mudança ocorre em um cenário diferente do enfrentado na primeira etapa da campanha. Com apenas dois candidatos na disputa, Lula terá pela frente um confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que, segundo o próprio presidente, torna os debates mais relevantes para a escolha do eleitor.
Durante uma reunião de campanha nesta segunda-feira (5.out), Lula afirmou que agora poderá apresentar suas propostas de maneira mais direta e comparar sua visão de governo com a do adversário.
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Agora sim, agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête. Agora é um contra um, é cada um poder explicar qual é a sua proposta, declarou.”
A decisão também abre espaço para uma discussão sobre a estratégia adotada pelo petista no primeiro turno. Lula optou por não participar de nenhum debate com os demais concorrentes, enquanto os adversários utilizaram esses espaços para confrontar propostas, explorar diferenças e tentar influenciar a percepção do eleitorado.
A ausência foi uma escolha calculada de campanha ou uma oportunidade perdida? É difícil medir quanto a decisão interferiu diretamente no resultado das urnas, mas o contraste entre as duas etapas da eleição chama atenção: se os debates não eram considerados necessários diante de vários candidatos, por que passam a ser importantes quando a disputa se resume a dois nomes?
Agora, Lula aposta no confronto direto para tentar consolidar sua vantagem e convencer os eleitores que ainda não definiram seu voto. Resta saber se a mudança de postura chega a tempo de produzir efeitos na decisão final e, sobretudo, se a ausência no primeiro turno terá deixado alguma consequência na disputa que chega às últimas semanas.




