Lula cobra respostas sobre segurança no RJ, critica defensores de milícias e defende PEC da Segurança Pública
Presidente questiona morosidade no julgamento de casos graves envolvendo policiais, aponta elos políticos com o crime no Rio de Janeiro e detalha planos para a criação de um novo ministério focado na proteção do trabalhador.
Publicado em 24 de outubro de 2026, 12:51 — Em São Paulo

Ontem, sexta-feira, 23 de outubro, a TV Globo sediou o último debate entre os candidatos à Presidência da República. Um dos momentos de maior tensão ocorreu quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva direcionou suas perguntas ao senador Flávio Bolsonaro sobre a conduta política e a política de segurança pública no estado do Rio de Janeiro.
O questionamento sobre o "território da bala" e a morte de Ana Clara
Lula trouxe para o centro do debate o emblemático caso de Ana Clara, garota de 5 anos assassinada por um tiro de fuzil em 2021. O presidente ressaltou que a mãe da menina acompanhava o debate e cobrou explicações sobre a atuação do senador, que ingressou com recurso na Justiça para adiar e reverter o julgamento do policial militar réu pelo crime.
“"O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de 5 anos? Explica, que segurança é essa? Que território é esse? O território da bala? O território do policial poder matar uma menina de 5 anos?", disparou Lula.
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Denúncias sobre milícias e exonerações no Rio de Janeiro
Aprofundando as críticas à trajetória de Flávio no Rio de Janeiro, Lula resgatou denúncias de ligação com o crime organizado e milícias. O presidente citou o histórico de homenagens concedidas pelo senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a nomeação de familiares de investigados.
Lula apontou a presença de personalidades e familiares na plateia, ressaltando que "todo mundo sabe a relação dele com muita coisa ruim aqui no Rio de Janeiro", mencionando ainda que as promessas do rival sobre combate ao narcotráfico eram apenas "bravatas de quem não vai fazer nada".
Contraponto sobre a gestão do combate ao crime e a PEC da Segurança
Durante o confronto, Lula declarou que as estratégias da oposição em relação ao narcotráfico indicam um desejo de "entregar a gestão da segurança nacional para o exterior (Trump)", enquanto seu governo busca manter a soberania sobre o território nacional.
Como proposta central para enfrentar a violência urbana no país, o presidente condicionou os próximos passos à aprovação da PEC da Segurança Pública. Segundo Lula, o projeto viabilizará a criação de um Ministério da Segurança Pública dedicado, estabelecendo ações integradas para promover segurança efetiva para o trabalhador e cadeia para os criminosos.




