Flávio pede ao TSE derrubada de perfis pró-Lula e cassação da chapa
Ação do PL pede remoção de conteúdos, restrições no Instagram e cassação da chapa Lula-Alckmin.
Publicado em 9 de outubro de 2026, 14:52 — Em São Paulo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na quinta-feira (8), a remoção de publicações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela primeira-dama Janja e por aliados políticos com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, o conteúdo divulgado não apresentava “substrato fático mínimo” para sustentar as afirmações.
A decisão reacende a discussão sobre os limites da comunicação política nas redes sociais e a responsabilidade de autoridades e lideranças partidárias na divulgação de informações durante a disputa eleitoral.
Segundo o entendimento apresentado no julgamento, parte das publicações atribuía a um eventual governo de Flávio Bolsonaro medidas e consequências como se fossem fatos confirmados, embora não houvesse elementos concretos suficientes que comprovassem as alegações.
Entre os conteúdos questionados está uma publicação de Janja. Na postagem, a primeira-dama afirmou, entre outras críticas, que o senador pretendia fazer com que os trabalhadores atuassem sete dias por semana e acabar com o programa Farmácia Popular.
As declarações foram contestadas no âmbito da Justiça Eleitoral por apresentarem como certas possíveis medidas de um governo futuro. O caso coloca em evidência o desafio de distinguir críticas políticas legítimas de afirmações que podem induzir o público ao erro, especialmente em um ambiente digital no qual conteúdos se espalham rapidamente.
O episódio também amplia o debate sobre a atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização das manifestações políticas. De um lado, está a necessidade de combater informações sem sustentação factual; de outro, a preocupação com a preservação da liberdade de expressão e do confronto de ideias, elementos fundamentais para o processo democrático.




