Flávio Bolsonaro se declara “presidente eleito” e acusa eleições de fraude em carta nos EUA
Em carta divulgada nesta quarta-feira (28), senador questiona vitória de Lula, denuncia suposta fraude sem apresentar provas e faz acusações contra o Judiciário.
Publicado em 28 de outubro de 2026, 17:31 — Em São Paulo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, nesta quarta-feira (28/10), uma carta em que contesta o resultado das eleições brasileiras e se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, ele agradece ao presidente argentino Javier Milei, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à população norte-americana pelo acolhimento no país.
Ao justificar sua posição, Flávio afirma ter presenciado uma suposta fraude eleitoral na noite de domingo. Segundo ele, a atuação de um ex-advogado de Lula teria permitido uma diferença de mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno, resultado que classificou como uma “impossibilidade matemática”. O senador, porém, não apresenta, no trecho divulgado, provas que sustentem essa acusação.
O parlamentar também questiona uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo sua versão, teria prorrogado o horário de votação após o encerramento legal. Para ele, a medida submeteu eleitores a regras diferentes. Flávio afirma ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não apresentou respostas satisfatórias sobre o episódio.
As acusações não se limitam à votação. Na carta, o senador atribui à campanha adversária supostos abusos de poder político e econômico, além do uso da máquina pública, e defende que esses fatos justificariam a cassação da chapa Lula-Alckmin.
Flávio também acusa integrantes do Judiciário de promover perseguição política em resposta aos seus questionamentos. Ao mencionar um juiz que, segundo ele, estaria envolvido em um escândalo de corrupção, o senador associa medidas judiciais contra si a uma tentativa de impedir sua posse. Essas alegações são apresentadas no documento como sua versão dos acontecimentos.
A carta amplia o embate político e institucional ao levar acusações contra o processo eleitoral brasileiro à comunidade internacional. Em um cenário de polarização, declarações dessa gravidade exigem transparência, apuração independente e evidências verificáveis.
E você, acredita que acusações contra o sistema eleitoral devem ser tratadas como disputa política ou precisam ser acompanhadas de provas concretas e investigação pelas instituições competentes?




