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Flávio Bolsonaro defende flexibilização da jornada de trabalho e voucher-creche no 2º turno

Em resposta ao debate sobre a escala de trabalho, candidato critica atuação do governo Lula e propõe que o próprio trabalhador defina suas horas diárias.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 7 de outubro de 2026, 12:53 — Em São Paulo

2 min de leitura
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Flávio Bolsonaro defende flexibilização da jornada de trabalho e voucher-creche no 2º turno
Flávio Bolsonaro defende flexibilização da jornada de trabalho e voucher-creche no 2º turnoFoto: Reprodução Internet

Em meio ao acirramento da campanha eleitoral no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o candidato Flávio Bolsonaro apresentou uma contraproposta ao debate sobre a jornada de trabalho no país. Durante declaração proferida nesta terça-feira, dia 06, o postulante defendeu a flexibilização total de horários como alternativa às propostas de redução impostas por lei e criticou a movimentação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema, classificando-a como "oportunista".

Segundo Flávio Bolsonaro, a sua proposta busca priorizar a autonomia individual do trabalhador, permitindo que cada pessoa ajuste a carga horária de acordo com sua realidade pessoal e familiar.

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"É que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dá liberdade para o trabalhador escolher a sua própria carga horária. (...) Quem quer trabalhar mais, vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, porque não consegue trabalhar mais, vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida", afirmou o candidato.

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Proposta foca no apoio às mães trabalhadoras

Como exemplo prático de sua medida, o candidato destacou a situação de mães que enfrentam dificuldades para conciliar o mercado de trabalho com os cuidados dos filhos por falta de suporte na infraestrutura pública.

Para resolver o gargalo, a plataforma da candidatura prevê a criação de um voucher-creche, garantindo vagas na rede privada caso a rede pública municipal não consiga suprir a demanda. Com a assistência garantida aos dependentes, Flávio argumenta que essas mulheres poderiam optar por jornadas reduzidas ou alternativas:

  • Jornada parcial: Mães poderiam escolher trabalhar em turnos de quatro horas diárias (matutino ou vespertino).

  • Trabalho em fins de semana: Opção para montar cronogramas adaptados às possibilidades do lar.

Críticas ao governo e ao timing eleitoral

Além de defender a flexibilização trabalhista, a declaração concentrou críticas severas à gestão econômica do governo Lula e ao momento escolhido para pautar o tema do trabalho.

Segundo Flávio Bolsonaro, o cenário atual é marcado pela perda do poder de compra e pela degradação da qualidade de vida das famílias brasileiras. "O brasileiro rala, trabalha, sua cada vez mais para comprar cada vez menos. Ele não tem nem momento de folga, de lazer, não tem um espaço para poder curtir a sua família", declarou.

O candidato também acusou o adversário de agir por conveniência política às vésperas da votação decisiva. "O Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem, de uma forma oportunista, querer fazer um movimento achando que isso vai dar volta para ele", concluiu.

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