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Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula, mas há empate técnico em pesquisa

Levantamento Indexa/Broadcast aponta diferença de 1,2 ponto percentual entre os candidatos nas intenções de voto totais; margem de erro é de 2,2 pontos

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 22 de outubro de 2026, 17:56 — Em São Paulo

3 min de leitura
Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula, mas há empate técnico em pesquisa
Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula, mas há empate técnico em pesquisa

A disputa pela Presidência da República apresenta um cenário de equilíbrio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira (22 de outubro de 2026) mostra os dois candidatos tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno, indicando uma eleição ainda acirrada.

No recorte dos votos válidos, utilizado para o cálculo do resultado eleitoral, Flávio Bolsonaro aparece com 50,6%, enquanto Lula registra 49,4%. Apesar da vantagem numérica do candidato do PL, a diferença está dentro da margem de erro do levantamento, o que impede afirmar que um dos concorrentes tenha vantagem estatisticamente consolidada.

O mesmo cenário se repete quando são consideradas as intenções de voto totais. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro soma 45,2%, contra 44,1% do atual presidente. A diferença de 1,1 ponto percentual também está abaixo da margem de erro, reforçando a configuração de empate técnico.

O que dizem os eleitores

Além dos dois principais nomes da disputa, a pesquisa identificou eleitores que ainda não demonstram apoio a uma candidatura ou que não pretendem escolher um dos concorrentes. Segundo os dados divulgados, 4,8% afirmam que não iriam votar, enquanto 4,3% declaram intenção de votar em branco ou anular o voto. Outros 1,6% não souberam responder.

Esses números indicam que, embora os dois candidatos concentrem a maior parte das intenções de voto, ainda existe uma parcela do eleitorado fora do apoio declarado a qualquer um deles. Em uma disputa marcada pelo equilíbrio, acompanhar as motivações desses eleitores pode ajudar a compreender os fatores que influenciam a corrida presidencial.

Como a pesquisa foi realizada

O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 20 e 21 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02348/2026. O custo informado é de R$ 164 mil, com financiamento do Estadão.

Como toda pesquisa eleitoral, os resultados representam um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. Os percentuais não correspondem a uma previsão definitiva do resultado das urnas e podem sofrer alterações conforme o cenário político, as campanhas e as decisões dos eleitores.

Uma disputa que exige atenção e debate público

O empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula evidencia a polarização e a competitividade do cenário eleitoral apresentado pelo levantamento. Com os dois nomes separados por uma diferença inferior à margem de erro, não há base estatística para apontar um favorito com segurança a partir desses números.

Diante desse quadro, o debate público ganha importância: quais propostas devem ter maior peso na escolha do próximo presidente? Economia, geração de empregos, segurança pública, saúde, educação e combate à desigualdade estão entre os temas que merecem ser discutidos para além da disputa entre partidos e lideranças.

Também é fundamental que os eleitores avaliem a origem das pesquisas, a metodologia utilizada e as propostas apresentadas pelos candidatos, distinguindo dados estatísticos de discursos de campanha.

Na sua avaliação, quais questões devem ser decisivas para definir o voto dos brasileiros em 2026? O que Flávio Bolsonaro e Lula precisam apresentar ao país para conquistar a confiança do eleitorado? O debate respeitoso, baseado em informações verificáveis e na análise das propostas, é essencial para fortalecer a participação democrática.

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