Fabricio Polezi retorna à Câmara após internação e é alvo de protesto por acusação de injúria racial
Manifestantes cobraram conscientização racial e combate ao racismo durante a 57ª sessão ordinária do Legislativo.
Publicado em 16 de outubro de 2026, 08:43 — Em Piracicaba

A volta do vereador Fabrício Polezi (PL) à Câmara Municipal de Piracicaba, na noite desta quinta-feira (15), foi marcada por um protesto em frente ao Legislativo. A manifestação ocorreu durante a 57ª sessão ordinária e teve como foco a acusação de injúria racial envolvendo o parlamentar e o professor e influenciador João Saraiva, de Minas Gerais.
Com cartazes e discursos, os participantes defenderam a conscientização racial, o respeito e o combate ao racismo. Entre as mensagens exibidas estava a frase “Em Piracicaba, racista não se cria”. Ao longo do ato, os manifestantes também discutiram o caso e a importância do enfrentamento à discriminação racial.
Em determinado momento, duas pessoas contrárias ao protesto se manifestaram, com autorização da organização. A participação provocou discussões mais acaloradas e elevou a tensão no local. A situação, porém, foi controlada sem necessidade de intervenção policial.
Polezi ficou internado entre 16 de setembro e 1º de outubro, após cair no Rio Piracicaba enquanto gravava conteúdo para as redes sociais, na região da Ponte Pênsil. Resgatado, ele foi encaminhado à Santa Casa de Piracicaba, onde permaneceu internado, inclusive na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Acusação de injúria racial
O caso envolvendo o vereador veio a público após João Saraiva relatar comentários feitos por Polezi em uma publicação sobre relações étnico-raciais e as experiências de pessoas negras em ambientes majoritariamente brancos.
Entre as expressões atribuídas ao parlamentar está “negrão picareta”. Saraiva afirmou ter se sentido ofendido e informou que registrou um boletim de ocorrência. Polezi contestou o conteúdo publicado pelo professor e negou ter sido racista.
Procurada anteriormente pelo Canal de Piracicaba, a Câmara Municipal informou que não havia sido formalmente notificada sobre o episódio nem recebido representação relacionada ao caso. A instituição também declarou repudiar todas as formas de racismo, discriminação e preconceito.
O caso segue sujeito à apuração pelas autoridades competentes, e a acusação não representa, por si só, uma condenação judicial.




