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Estupros e feminicídios crescem no primeiro semestre paulista

Índices de homicídio e roubo recuaram no mesmo período, segundo dados estaduais

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 1 de agosto de 2026, 09:15 — Em Grande ABC

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Estupros e feminicídios crescem no primeiro semestre paulista
Estupros e feminicídios crescem no primeiro semestre paulista

Os índices de estupro e feminicídio registraram aumento no estado de São Paulo durante o primeiro semestre deste ano, de acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública estadual. Os números contrastam com a queda verificada em categorias como homicídios dolosos e roubos no mesmo período, revelando um cenário heterogêneo na segurança pública paulista.

O crescimento dos crimes de natureza sexual e dos assassinatos motivados por questões de gênero acende alerta entre autoridades e especialistas. O feminicídio, tipificado como crime hediondo pela legislação brasileira, segue sendo um dos índices mais acompanhados por organizações de defesa dos direitos das mulheres e pelo poder público.

Enquanto os registros de violência contra a mulher avançaram, os dados apontam recuo nos homicídios dolosos — aqueles em que há intenção de matar — e também nas ocorrências de roubo em geral. Esse movimento é frequentemente associado pelas forças de segurança ao resultado de operações integradas e ao incremento do policiamento ostensivo em regiões de maior incidência criminal.

A região do Grande ABC, inserida na dinâmica da segurança metropolitana paulista, acompanha de perto as oscilações desses indicadores. A área integra o monitoramento da Secretaria Estadual e tem sido alvo de ações periódicas das polícias Civil e Militar, além do envolvimento do Ministério Público em casos de violência doméstica e sexual.

As autoridades estaduais não detalham, no levantamento semestral, as medidas específicas previstas para reverter a alta nos crimes contra mulheres. Organizações de apoio às vítimas reforçam a importância dos canais de denúncia, como o Disque 180, da Central de Atendimento à Mulher, e o Disque 190, da Polícia Militar.

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