Empresários, advogados e engenheiros estão entre as ocupações mais comuns entre eleitos em 2026
Levantamento com dados do TSE aponta que 619 candidatos eleitos declararam deputado ou senador como ocupação e reúne informações sobre a escolaridade dos parlamentares.
Publicado em 9 de outubro de 2026, 14:00 — Em São Paulo

Empresários, servidores públicos, advogados e engenheiros estão entre os profissionais que conquistaram espaço na Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo, dia 04. Ao mesmo tempo, os dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que a atividade política aparece em destaque entre as ocupações declaradas pelos candidatos eleitos.
De acordo com levantamento divulgado, 619 candidatos eleitos declararam deputado ou senador como ocupação principal. A informação considera a atividade registrada pelos próprios candidatos junto à Justiça Eleitoral.
Na esfera federal, 202 deputados eleitos declararam já exercer um mandato. O levantamento também aponta que 22 parlamentares foram eleitos ou reeleitos para o Senado, enquanto outros 12 deverão ocupar cargos de governador, vice-governador ou suplente.
Empresários e advogados também aparecem entre os eleitos
Entre as ocupações fora da atividade política, empresários, servidores públicos, advogados e engenheiros estão entre os grupos com maior presença na Câmara dos Deputados.
Juntos, esses profissionais somam 113 candidatos eleitos, o equivalente a aproximadamente 22% das 513 cadeiras da Casa. O número considera as ocupações declaradas no registro das candidaturas.
Os dados mostram que o perfil profissional dos eleitos reúne diferentes áreas de atuação, além daqueles que já exerciam funções políticas antes das eleições.
Escolaridade dos eleitos
O levantamento também apresenta informações sobre o grau de instrução dos candidatos eleitos para as assembleias legislativas estaduais, a Câmara dos Deputados e a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Nas eleições de 2026, 11 candidatos eleitos declararam não ter concluído o ensino fundamental, enquanto outros 11 informaram possuir ensino médio incompleto.
Na comparação com 2022, o levantamento aponta que não houve alteração na quantidade de deputados estaduais, distritais e federais com ensino médio incompleto, embora o total informado para o conjunto de eleitos seja diferente do registrado naquele ano. Em 2022, 20 candidatos eleitos tinham esse grau de escolaridade, segundo os dados reproduzidos na publicação.
Entre os deputados federais eleitos em 2026, cinco não concluíram o ensino fundamental, três não concluíram o ensino médio e 38 não terminaram o ensino superior.
As informações têm como base os dados estatísticos disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral e as ocupações e os níveis de escolaridade declarados pelos próprios candidatos.




