Em entrevista, Lula diz que ataques ao STF visam blindar clã Bolsonaro e nega impacto da crise nas urnas
Presidente afirmou que oposição tenta responsabilizá-lo por atritos com a Suprema Corte e associou pressão contra o ministro Alexandre de Moraes a investigações no Rio de Janeiro.
Publicado em 16 de outubro de 2026, 12:04 — Em São Paulo

Durante entrevista na última quinta-feira, dia 15, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou as tensões políticas envolvendo o Supremo Tribunal Federal e rebateu críticas da oposição sobre os eventuais reflexos dessa crise no resultado do primeiro turno das eleições.
Questionado se o cenário de instabilidade institucional prejudicou seu desempenho nas urnas, o presidente declarou não ter uma avaliação conclusiva sobre o tema. No entanto, usou o espaço para acusar a extrema-direita de criar uma narrativa estratégica para responsabilizá-lo pelas decisões da Suprema Corte.
Críticas à oposição e defesa de Moraes
Ao comentar a pressão de parlamentares e opositores contra o ministro Alexandre de Moraes, Lula sustentou que as investidas vão além de episódios pontuais, como os desdobramentos do caso Banco Master. Para o chefe do Executivo, a motivação central da oposição reside na atuação firme do magistrado em investigações que atingem diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu núcleo político.
“"A extrema-direita tenta jogar a Suprema Corte nas minhas costas (...). Eles querem caçar o Alexandre de Moraes porque o Alexandre de Moraes prendeu o pai do Flávio Bolsonaro", afirmou o presidente durante a entrevista.
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Atuação da Polícia Federal no Rio de Janeiro
Ainda no mesmo contexto, Lula citou as recentes operações desencadeadas pela Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, destacando que as investigações alcançaram pessoas de relevância no entorno da família Bolsonaro.
A declaração reforça o clima de polarização e o debate em torno do papel do Judiciário e das instituições de controle no atual cenário político nacional.




