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Em entrevista ao Canal Estado SP, Marina Silva defende parceria com Governo Federal, rebate Tarcísio e detalha plano para o Senado

Durante o programa "Política em Pauta", ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado projeta disputa de 2026, analisa Sabesp, população de rua e defende reindustrialização verde para São Paulo.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 17 de agosto de 2026, 16:59 — Em São Paulo

3 min de leitura
Em entrevista ao Canal Estado SP, Marina Silva defende parceria com Governo Federal, rebate Tarcísio e detalha plano para o Senado
Em entrevista ao Canal Estado SP, Marina Silva defende parceria com Governo Federal, rebate Tarcísio e detalha plano para o Senado

A ministra do Meio Ambiente e deputada federal, Marina Silva, detalhou suas propostas e sua visão estratégica para o estado de São Paulo em entrevista exclusiva concedida à jornalista Juliana Salto, no programa Política em Pauta do Canal Estado SP. Na conversa, Marina projetou o cenário eleitoral de 2026, rebateu a postura de isolamento do governador Tarcísio de Freitas em relação ao Governo Federal e defendeu que o estado precisa recuperar o protagonismo econômico e educacional do país por meio de parcerias institucionais.

"O estado de São Paulo foi prejudicado pela visão do governador Tarcísio, infelizmente, de não ter assinado [o acordo de dívidas]. O presidente Lula fez isso com todos os estados que estavam na mesma situação, e o estado perdeu cerca de R$8 bilhões por falta dessa parceria", criticou a ministra, defendendo que a liderança paulista exige diálogo constante com a União, independentemente de divergências ideológicas.

Ao analisar a situação social e os serviços públicos sob a gestão estadual, Marina fez duras críticas à privatização da Sabesp e ao impacto direto na vida das comunidades periféricas. "Hoje as pessoas estão com dificuldade de ter acesso à água após a privatização da Sabesp. Quando a água não falta, chega barrenta na torneira das pessoas. Tem corte seletivo de água, não no centro, mas para as populações periféricas", denunciou.

Para reverter o cenário de baixo crescimento econômico, onde apontou que o Brasil cresce a uma média de 2% enquanto São Paulo registra menos de 0,5%, Marina propõe focar na reindustrialização verde e na atração de investimentos sustentáveis. O objetivo é posicionar a indústria automobilística e o setor sucroenergético paulista na vanguarda da transição energética global, com foco em biocombustíveis e hidrogênio verde.

Outro ponto crítico debatido na entrevista foi o aumento expressivo da população em situação de rua, classificado por Juliana Salto como o "calcanhar de Aquiles" do estado. Marina apresentou dados alarmantes sobre o avanço do problema. "Em 2022 eram mais de 80.000 pessoas; aí nesses quase 4 anos de governo Tarcísio, tivemos um aumento de 82% da população de rua. Uma coisa é você resolver, outra coisa é você dispersar as pessoas. Isso não muda a realidade", afirmou.

A ministra defendeu uma abordagem humanitária e integrada em parceria com prefeituras e a sociedade civil, como o trabalho realizado pelo Padre Júlio Lancelotti. Ela sugeriu a criação de equipes volantes de atendimento com psicólogos, psicopedagogos e profissionais de saúde bucal para realizar busca ativa, além de programas de retreinamento profissional e acolhimento adequado para dependentes químicos.

Projetando a chapa para 2026, Marina Silva celebrou a perspectiva de concorrer ao Senado ao lado de Simone Tebet, tendo Fernando Haddad como candidato ao governo do estado. "Vai ser muito bom para São Paulo ter duas ex-ministras que conhecem as agendas. Se Deus quiser, ter o Fernando Haddad como governador vai ser muito bom para São Paulo", projetou.

Ao final, a ministra convocou o eleitorado a comparar trajetórias e entregas de representação política. "Nós temos três senadores pelo estado de São Paulo; com exceção da senadora Mara Gabrilli, ao perguntarmos para as pessoas o que os senadores fazem, elas não sabem. Pode ter certeza de que eu e a Simone Tebet todo mundo vai saber o que nós estamos fazendo e quem somos nós", concluiu.

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