BAURU

Dívida da Cohab pode cair com acordo travado

Negociação com a Caixa Econômica enfrenta impasse enquanto passivo cresce R$ 600 mil por dia

Luís A. Coelho
Luís A. Coelho

Publicado em 27 de agosto de 2026, 14:10 — Em Bauru

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Dívida da Cohab pode cair com acordo travado
Dívida da Cohab pode cair com acordo travadoFoto: Câmara de Bauru

A Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) enfrenta uma dívida bilionária com a Caixa Econômica Federal, mas um acordo em negociação pode reduzir o passivo a cerca de R$ 490 milhões. O problema é que as tratativas estão paralisadas, e enquanto isso a dívida cresce aproximadamente R$ 600 mil por dia. As informações foram apresentadas pelo presidente da companhia em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Bauru.

O evento foi convocado pelo vereador Eduardo Borgo, do partido Novo, com o objetivo de dar transparência à situação financeira da Cohab e discutir os caminhos possíveis para equacionar o passivo acumulado ao longo dos anos. A audiência reuniu parlamentares, representantes da companhia e membros da sociedade interessados na questão habitacional do município.

Durante a sessão, o presidente da Cohab detalhou a composição do passivo, que inclui dívidas contratuais com a Caixa, juros e encargos acumulados. Também foram apresentados os créditos que a companhia tem a receber, valor que pode ser utilizado como parte da negociação para abatimento do débito total junto à instituição financeira federal.

O acordo em discussão prevê justamente a utilização desses créditos como instrumento de compensação, o que permitiria reduzir o montante devido de forma significativa. No entanto, os entraves burocráticos e operacionais entre a Cohab e a Caixa Econômica Federal impedem a conclusão do processo, mantendo a dívida em expansão diária.

A situação preocupa parlamentares e gestores, já que a ausência de um acordo definitivo compromete a capacidade da Cohab de investir em novos programas habitacionais e de cumprir obrigações junto à população de baixa renda atendida pela companhia. Os próximos passos dependem do avanço das negociações com a Caixa Econômica Federal.

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