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Tebet critica horário das Delegacias da Mulher e cobra ação do governo de SP

Tebet cobra ação de Tarcísio e defende atendimento 24 horas às mulheres em SP.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 20 de agosto de 2026, 12:09 — Em São Paulo

3 min de leitura
Tebet critica horário das Delegacias da Mulher e cobra ação do governo de SP
Tebet critica horário das Delegacias da Mulher e cobra ação do governo de SP

A segurança das mulheres voltou ao centro do debate eleitoral em São Paulo nesta quarta-feira (19). Durante o evento Hora do Voto, promovido pela OAB-SP, a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) direcionou críticas à administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que falta vontade política para ampliar o atendimento às vítimas de violência. A realização do encontro pela OAB-SP está registrada na programação oficial da entidade.

Segundo Tebet, o funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher precisa ser ampliado para garantir atendimento durante toda a semana, inclusive no período noturno. Para a candidata, não se trata apenas de uma questão administrativa, mas de uma medida diretamente relacionada à proteção de mulheres que procuram ajuda justamente em situações de maior vulnerabilidade.

A crítica se concentra na falta de recursos, segundo ela, para manter todas as unidades funcionando em regime integral nos fins de semana e à noite. Tebet argumentou que São Paulo, por sua capacidade de arrecadação e produção, teria condições financeiras de assegurar esse atendimento.

O Estado que mais arrecada e mais produz não pode dizer que não tem recurso para manter delegacias da mulher abertas 24 horas por dia, 7 dias na semana”, afirmou.

Na sequência, a candidata elevou o tom ao defender que, caso não existam recursos para essa finalidade, o problema seria de prioridade na gestão pública e não de falta de dinheiro.

Se não tiver dinheiro para isso, tem que fechar as portas do Estado de São Paulo. E não há essa necessidade, porque dinheiro tem, declarou.</blockquote>A discussão ganha relevância porque o horário de funcionamento das unidades especializadas pode ser decisivo para mulheres que precisam denunciar agressões fora do expediente convencional. Em declaração recente, Tebet também afirmou que muitas dessas delegacias encerram o atendimento por volta das 19h, apesar de os registros de violência contra a mulher apresentarem maior incidência no período noturno.

Durante o evento da OAB-SP, Tebet relacionou a questão à necessidade de o poder público estar presente justamente nos momentos em que a violência pode se intensificar. Ela citou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública para sustentar o argumento de que os episódios de violência contra mulheres aumentam nos fins de semana e podem crescer ainda mais depois de partidas de futebol.

O cenário de violência também aparece nos indicadores oficiais. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo o Estado registrou 86 feminicídios no primeiro trimestre de 2026, o maior número para o período desde o início da série histórica, com aumento de 45% em relação ao mesmo período de 2025.

A declaração de Tebet ocorre em um momento em que o combate à violência contra a mulher começa a ocupar espaço mais destacado nas discussões eleitorais paulistas. Nos últimos dias, outros candidatos também apresentaram propostas relacionadas ao tema, incluindo medidas de prevenção, atendimento às vítimas e ampliação da estrutura de proteção.

Mais do que uma disputa de discursos, a discussão coloca uma questão concreta diante do eleitor: qual deve ser a prioridade do Estado quando uma mulher decide procurar ajuda depois de sofrer uma violência?

A resposta envolve orçamento, estrutura policial, atendimento especializado e, sobretudo, capacidade de transformar políticas públicas em serviços disponíveis quando a vítima efetivamente precisa deles. Em uma eleição, promessas e críticas fazem parte do debate democrático, mas cabe à sociedade cobrar propostas objetivas, recursos definidos e resultados capazes de reduzir a violência.

E você, o que pensa sobre o funcionamento das Delegacias da Mulher? O atendimento 24 horas deveria ser uma prioridade obrigatória do governo paulista? Quais outras medidas poderiam ser adotadas para ampliar a proteção das mulheres no Estado?

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