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São Bernardo recebe 500 armadilhas biológicas contra dengue

Vila São Pedro é ponto de partida de estratégia nacional do Ministério da Saúde

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 17 de agosto de 2026, 09:26 — Em Grande ABC

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São Bernardo recebe 500 armadilhas biológicas contra dengue
São Bernardo recebe 500 armadilhas biológicas contra dengue

São Bernardo do Campo recebeu 500 armadilhas biológicas de alta precisão desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti. A Vila São Pedro, apontada como uma das 20 maiores comunidades do país, foi escolhida pelo Ministério da Saúde como ponto de partida da nova estratégia nacional de enfrentamento à dengue.

As instalações tiveram início na última quarta-feira, dia 12 de agosto, quando equipes de saúde passaram a visitar domicílios da região para posicionar os equipamentos. A escolha da Vila São Pedro não é casual: comunidades de grande densidade populacional representam ambientes propícios à proliferação do vetor, tornando-as áreas prioritárias para intervenções preventivas de maior escala.

As estações biológicas funcionam como armadilhas específicas para o Aedes aegypti, atraindo e eliminando o mosquito por mecanismos naturais, sem o uso de inseticidas convencionais. A tecnologia, desenvolvida e validada pela Fiocruz, permite monitorar simultaneamente a presença do vetor e reduzir sua população em áreas de alta circulação humana.

A iniciativa envolve a atuação conjunta da Prefeitura de São Bernardo do Campo, do Ministério da Saúde e da Fiocruz. As equipes municipais de saúde são responsáveis pela distribuição e pelo acompanhamento das estações junto à população local, orientando moradores sobre o funcionamento dos equipamentos e a importância da manutenção dos pontos de instalação.

O projeto representa um avanço nas políticas públicas de vigilância epidemiológica no Grande ABC. A dengue segue como um dos principais desafios sanitários do Brasil, com registros expressivos em municípios de grande e médio porte. A adoção de tecnologias biológicas de monitoramento sinaliza uma mudança de abordagem no controle vetorial, priorizando métodos mais precisos e sustentáveis para proteger a saúde da população.

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