MARÍLIA

PF lança operação contra vazamento de sigilos em Marília

Investigados trocavam informações policiais por vantagens financeiras

Luís A. Coelho
Luís A. Coelho

Publicado em 19 de agosto de 2026, 14:21 — Em Marília

1 min de leitura
PF lança operação contra vazamento de sigilos em Marília
PF lança operação contra vazamento de sigilos em Marília

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação Sinon em Marília, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao vazamento de informações sigilosas de investigações policiais em troca de vantagens financeiras. A ação representa mais um passo das autoridades federais no combate à corrupção interna nas forças de segurança e na proteção da integridade dos procedimentos investigativos.

De acordo com a PF, a operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão distribuídos em dois estados: São Paulo e Rio Grande do Sul. Além das buscas, foram determinados o bloqueio e o sequestro de bens dos investigados, medidas que visam impedir a dissipação de patrimônio eventualmente obtido de forma ilícita ao longo do esquema investigado.

Segundo as apurações, o esquema funcionava por meio do fornecimento indevido de dados protegidos por sigilo legal, provenientes de investigações em andamento, repassados a terceiros mediante pagamento ou outras formas de compensação financeira. Esse tipo de conduta compromete diretamente a eficácia das investigações policiais e pode colocar em risco a segurança de agentes, testemunhas e vítimas envolvidas nos casos afetados.

A denominação Sinon faz referência à operação, que integra esforços contínuos da Polícia Federal para identificar e responsabilizar servidores ou colaboradores que utilizem seu acesso privilegiado a sistemas e informações institucionais para benefício próprio ou de terceiros. A prática configura crime de corrupção passiva e violação de sigilo funcional, entre outras tipificações previstas na legislação brasileira.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o número de investigados formalmente identificados, nem informou se houve prisões durante o cumprimento dos mandados. A instituição também não confirmou a identidade ou o vínculo funcional dos suspeitos. Novas informações devem ser divulgadas à medida que as investigações avançarem.

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