BAIXADA SANTISTA

Justiça manda prender acusados de maus-tratos a idosos

Irregularidades foram encontradas em clínica de Guarujá durante fiscalização

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 23 de agosto de 2026, 10:35 — Em Baixada Santista

1 min de leitura
Justiça manda prender acusados de maus-tratos a idosos
Justiça manda prender acusados de maus-tratos a idosos

A Justiça determinou a prisão de acusados de manter idosos em condições degradantes em uma instituição de acolhimento localizada no Guarujá, no litoral de São Paulo. A decisão judicial representa a reabertura de medidas restritivas contra os responsáveis pelo local, após investigações e fiscalizações que revelaram situação de risco para os internos.

Durante a vistoria realizada no estabelecimento, agentes encontraram uma série de irregularidades graves. Entre as condições identificadas estavam acúmulo de lixo nas dependências, presença de fezes de animais, cozinha em estado insalubre, colchões com manchas e indícios de que os idosos poderiam ter sido submetidos a alguma forma de contenção física, situação que configura violação direta dos direitos das pessoas idosas previstos no Estatuto do Idoso.

A legislação brasileira, por meio do Estatuto do Idoso, proíbe expressamente qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão contra pessoas com 60 anos ou mais. O descumprimento dessas normas em instituições de acolhimento pode resultar em responsabilidade criminal para os gestores e funcionários envolvidos.

O caso envolve a atuação de diferentes órgãos de fiscalização e do sistema de Justiça da Baixada Santista, que agiram de forma conjunta para apurar as denúncias e garantir a proteção dos idosos mantidos no local. A ação reforça o papel das autoridades no monitoramento de casas de repouso e clínicas voltadas ao atendimento da população idosa na região.

Os acusados haviam sido presos anteriormente, mas recuperaram a liberdade antes de a Justiça determinar nova ordem de prisão. A decisão recente indica que o processo judicial segue em andamento e que as autoridades avaliam risco de reincidência ou de comprometimento das investigações. A situação dos idosos que estavam no local e os próximos passos do processo não foram detalhados no material disponível.

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