BAIXADA SANTISTA

Inspetor acusado de abuso é solto em Itanhaém

Câmeras e laudos do IML influenciaram decisão judicial

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 21 de agosto de 2026, 16:15 — Em Baixada Santista

1 min de leitura
Inspetor acusado de abuso é solto em Itanhaém
Inspetor acusado de abuso é solto em Itanhaém

Marcelo Pinheiro da Silva, inspetor de alunos investigado por suposto abuso sexual contra crianças de cinco anos em uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo, foi solto após permanecer duas semanas em regime de prisão preventiva. A decisão judicial foi proferida na quarta-feira, dia 19 de agosto, e o funcionário deixou o Centro de Detenção Provisória Pinheiros I na quinta-feira, dia 20.

O caso teve início quando mães de dois alunos suspeitaram que os filhos haviam sido abusados sexualmente dentro de uma sala da unidade escolar. As denúncias foram registradas na Polícia Civil, e o Ministério Público de São Paulo solicitou a prisão preventiva do suspeito. A ordem foi cumprida pela Polícia Militar no dia 6 de agosto. O processo corre sob segredo de Justiça.

A defesa do inspetor, representada pelo advogado Rui Franco, requereu a revogação da prisão, pedido que foi acolhido pela Justiça após manifestação favorável do próprio MP-SP. O órgão reavaliou o caso com base nas imagens das câmeras de segurança da escola, que não identificaram o suspeito em isolamento com as supostas vítimas em nenhum momento.

Os laudos produzidos pelo Instituto Médico Legal também foram determinantes: os documentos não apontaram vestígios suficientes para comprovar a ocorrência de conjunção carnal ou atos libidinosos contra as crianças. A combinação das evidências levou o Ministério Público a reconsiderar a necessidade da manutenção da custódia.

A soltura, porém, não encerra as investigações. Marcelo deverá cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas comparecimento mensal em juízo, afastamento do cargo público, e restrição de aproximação tanto da escola quanto das supostas vítimas. O advogado Rui Franco afirmou que a defesa acredita na inocência do cliente e que isso deverá ficar comprovado no decorrer das apurações.

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