BAIXADA SANTISTA

Guarujá entrega sensores de glicose a crianças diabéticas

Equipamentos permitem monitoramento contínuo e remoto da glicemia

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 15 de agosto de 2026, 09:17 — Em Baixada Santista

1 min de leitura
Guarujá entrega sensores de glicose a crianças diabéticas
Guarujá entrega sensores de glicose a crianças diabéticas

A Prefeitura de Guarujá iniciou a entrega de sensores de monitoramento contínuo de glicose para 86 crianças e adolescentes com diabetes acompanhados pela rede municipal de saúde. Os primeiros dez pacientes receberam os equipamentos na quarta-feira, 12 de agosto, e os demais devem ser contemplados nos próximos dias.

Os beneficiados têm entre 4 e 18 anos e são atendidos pela Unidade de Saúde Docinhos, estrutura especializada no acompanhamento de crianças e adolescentes com diabetes e obesidade infantil. A maior parte dos pacientes tem diagnóstico de diabetes tipo 1, condição em que o organismo produz pouca ou nenhuma insulina e que exige controle rigoroso dos níveis de glicose.

Antes da adoção dos sensores, o controle era feito com aparelhos que exigiam pequenas perfurações na ponta do dedo para medir a glicemia. De acordo com a prefeitura, algumas crianças realizavam cerca de 100 medições desse tipo por mês, rotina considerada invasiva e que dificultava o acompanhamento fora do ambiente doméstico.

Com o novo equipamento, o monitoramento passa a ser ininterrupto. Os responsáveis podem consultar os níveis de glicose em tempo real pelo celular, mesmo quando a criança está na escola ou em outros ambientes. A equipe da Unidade de Saúde Docinhos também acompanha os dados à distância e pode identificar alterações que exijam intervenção imediata.

A chefe do Departamento de Atenção Especializada de Guarujá, Luciana Saião, destacou que o monitoramento remoto deve aumentar a segurança das famílias, especialmente em episódios de hipoglicemia, quando a glicose cai abaixo do nível adequado, ou hiperglicemia, quando os índices ficam elevados. Segundo ela, antes da tecnologia, pais e responsáveis precisavam se deslocar até a escola toda vez que a criança apresentava alguma alteração.

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