Espuma tóxica cobre Rio Tietê pelo segundo dia
Fenômeno atinge região do Complexo da Cachoeira, em Salto
Publicado em 19 de agosto de 2026, 17:53 — Em Jundiaí

A espuma tóxica cobriu pelo segundo dia consecutivo um trecho do Rio Tietê, na região do Complexo da Cachoeira, em Salto, interior de São Paulo. O fenômeno foi registrado na manhã desta terça-feira (18) e já havia se manifestado desde a segunda-feira (17), tomando grande parte do leito do rio.
O problema não é novidade para o município. Antes deste episódio, o rio já havia ficado encoberto pela espuma no final de julho, demonstrando a recorrência do fenômeno na cidade. Além disso, na última quinta-feira (13), um trecho do Rio Jundiaí também foi atingido pelo material tóxico pela primeira vez em Salto.
Especialistas apontam três fatores principais para a formação da espuma. O primeiro é a poluição: o esgoto doméstico e industrial sem tratamento adequado, que desce da Grande São Paulo, carrega altas concentrações de fósforo e resíduos de detergentes. O segundo é a estiagem, que reduz a vazão do rio e aumenta a concentração de poluentes na água. O terceiro é a agitação provocada pelas quedas d'água, que funciona como um agitador natural dos compostos químicos, gerando a espuma visível.
A administração municipal informou, em nota, que está monitorando a situação e participando de reuniões com comitês de bacias hidrográficas e grupos organizados para discutir possíveis soluções ao problema. Não foram divulgados prazos ou medidas concretas de intervenção.
As autoridades recomendam que a população, especialmente crianças, evite qualquer contato com a água da área afetada. O contato com as substâncias presentes na espuma, principalmente resíduos de detergentes, pode provocar irritações na pele e nos olhos.



