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JUNDIAÍ

Bailarina jundiaiense dança no Festival de Joinville

Manuela, 11 anos, tem paralisia cerebral e superou prognóstico médico desfavorável

Fabricio dos Santos
Fabricio dos Santos

Publicado em 3 de setembro de 2026, 17:44 — Em Jundiaí

1 min de leitura
Bailarina jundiaiense dança no Festival de Joinville
Bailarina jundiaiense dança no Festival de JoinvilleFoto: G1 Sorocaba/Jundiaí

Manuela Nogueira, de 11 anos e moradora de Jundiaí, tornou-se a primeira bailarina atípica da cidade a subir ao palco do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina, um dos maiores eventos de dança do mundo. A conquista ganhou ainda mais significado diante do histórico da menina: diagnosticada com paralisia cerebral aos dois anos de idade, ela recebeu um prognóstico médico inicial que descartava a possibilidade de dançar.

O interesse de Manuela pela dança surgiu ao observar a mãe, Cristiane Nogueira, praticando balé. Mesmo diante das limitações motoras impostas pelo diagnóstico, a família decidiu apostar no desejo da filha. Aos quatro anos, ela ingressou nas aulas de balé, sempre com o suporte de um trabalho integrado de fisioterapia, que orientava o que poderia ou não ser realizado em cada etapa do treinamento.

"Coloquei a Manu no balé com auxílio da fisioterapia. Ela está sempre acompanhada para saber o que pode ou não fazer, e então se apaixonou. Está sempre dançando em todo lugar, em casa e até no banheiro", relatou Cristiane sobre a dedicação da filha à dança.

No Festival de Joinville, Manuela se apresentou em dois momentos: em um número coletivo e em uma coreografia solo. O ponto mais marcante da participação ocorreu quando a menina deixou o andador rosa de lado para executar os movimentos sozinha, ao centro do palco, diante de uma plateia que reagiu com emoção visível.

"Eu sempre me emociono quando ela dança, mas em Joinville foi além. Depois da apresentação, as pessoas pararam para tirar foto, muitas choraram e se emocionaram", descreveu a mãe. A rotina de treinos da jovem exige persistência constante para superar as restrições motoras, e a evolução observada nos últimos anos reflete tanto o esforço de Manuela quanto o acompanhamento especializado que orienta sua prática.

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