Apneia do sono pode afetar o coração
Diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações cardiovasculares
Publicado em 13 de julho de 2026, 08:46 — Em Franca

A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio que interrompe repetidamente a respiração durante o sono e pode provocar consequências sérias ao sistema cardiovascular, segundo alertam especialistas da área médica. A condição, frequentemente negligenciada, vai além do ronco e da sensação de cansaço ao acordar, representando um risco real à saúde do coração.
O distúrbio ocorre quando a musculatura da garganta relaxa excessivamente durante o sono, bloqueando parcial ou totalmente as vias aéreas. Essas interrupções respiratórias podem acontecer dezenas de vezes por hora, reduzindo os níveis de oxigênio no sangue e sobrecarregando o organismo de forma silenciosa ao longo da noite.
Entre os sintomas mais comuns estão o ronco alto, o sono fragmentado, a sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça matinais, dificuldade de concentração e irritabilidade. Médicos apontam que grande parte das pessoas afetadas não associa esses sinais à apneia, retardando a busca por diagnóstico e tratamento adequados.
A relação entre a apneia obstrutiva e as doenças cardiovasculares é documentada pela medicina. A queda recorrente na saturação de oxigênio eleva a pressão arterial, aumenta a frequência cardíaca e favorece o desenvolvimento de arritmias, insuficiência cardíaca e até maior risco de infarto e acidente vascular cerebral. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para interromper esse ciclo.
O exame indicado para confirmar o distúrbio é a polissonografia, realizada em clínicas especializadas ou laboratórios do sono. O tratamento mais eficaz para casos moderados e graves é o uso do aparelho CPAP, que mantém as vias aéreas abertas por meio de pressão positiva de ar. Mudanças no estilo de vida, como perda de peso e evitar álcool antes de dormir, também integram o conjunto terapêutico recomendado.



